* Jornais dizendo que a situção em Medellín é terrível. Bandos ligados ao narcotráfico fazem arruaças, ameaçam moradores, cortando a luz, e a Cruz Vermelha resolveu intervir.
E eu que tenho a medalha de Cidadão de Medellín, dada há uns 18 anos pelo cônsul colombiano no Rio, me confranjo duplamente.
E no Brasil Medellín estava sendo tomada como exemplo no combate à miséria
*Vai chegar aqui a exposição retrospectiva de Man Ray, fotografo inventivo das vanguardas de há cem anos .Vejo algo curioso: uma foto chamada: Femme araignée: uma mulher nua em pé, de cujo sexo sai uma enorme teia de aranha...
Ele pode estar querendo ilustrar uma neurose/psicose, mas pode estar se denunciando. Isto daria uma bela ilustração na parte do CANIBALISMO AMOROSO onde estudo os poemas de poetas descrevendo o sexo da mulher como aranha,abelha, etc.
*Na mesma página um poema de Ledo Ivo traduzido ao espanhol. Curiosamente, esse poema Vals fúnebre para Hermengarda foi um poema que li em Juiz de fora, num livro da Biblioteca do SAPS há mais de 50 anos, e o sei de cor. Já surpreendi o Ledo, num aeroporto, em que ele ia entrando com a mulher Leda no avião, ao recitar-lhe o poema.
*Experiência curiosa, ir a uma escola de periferia, dezenas ( ou centenas) de crianças numa espécie de escada anfiteatro, e ali três marmanjos poetas para ler poemas para eles.
Olho em torno, as casas pobres e de classe media misturadas. Os alunos todos de uniforme. Que vai acontecer? Afinal, não tenho aqui nessa antologia poemas para crianças?
Chamam-me primeiro, e decido apelar para relação entre jogo e poesia e sugiro a eles e aos professores que pensem em como fazer um poema com duas palavras chaves: foi isto que fez Frei Antonio das Chagas num soneto maravilhoso que sei de memória e fui traduzindo na hora enquanto o dizia.
O poeta espanhol Jordi o mexicaon Villareal, leram seus poemas.Villareal fez uma coisa insólita: como tradutor de poesia brasileira resolveu ler para eles o poema de Drummond: NO MEIO DO CAMINHO. Não deu outra, começaram a rir, como a dizer, essa não!...
Jordi, o espanhol falou-lhes e deu exemplo de como a palavra poétia serve para dizer coisas que a prosa não pode dizer. Quando retomei a palavra conversei sobre sombrase li alguns poemas dessa série, que eles poderiam entender.
Ao final, tendo que fechar a sessão, ao invés de ler mais poemas propus que eles falassem poemas de memória.Foi uma alegria, uma farra, um empurrando o outro, até que alguns se aventuraram. Um deles leu um poema de Jaime Ospina, alias, muito bom, que o próprio Ospina havia lido ontem no Jardim Botânico.
No final uns meninos saíram conversando comigo sobre Ronaldo e Ronaldinho e perguntando quem era o técnico da seleção
