* Acabei de ver a exposição de desenhos de Bronzino( Agnolo) no Metropolitan Museum of Art: seus estudos, esboços. Como esse aluno de Pontorno trabalhava meticulosamente produzindo obras que até hoje causa admiração.
Para descansar, me assento numa poltrona e olho para um lado: olho para uma sala ao lado e lá estão os impressionisas me esperando uma vez mais, olho para outro lado e vejo toda uma sala com quadros de Degas, incluisive a boneca/escultura da bailarina jovem que lhe serviu de modelo.
* Por falar em Degas, está aqui em Nova York a Bailarina de Vermelho ( que sói ser Alessandra, minha filha) rodando um filme dirigido por Samir Abujanra, exatamente sobre a peça de igual nome que fez tanto sucesso há pouco tempo. A filmagem começou em Paris, com direito à Mona Lisa no Louvre, continua aqui.
* Aquele Jeff Koons que casou e posou trepando com a streap-teaser Cicciolina, o mesmo que tem aquele gato horrível na entrada do Guggenheim em Bilbao,que faz uns bonecos de plástico e que fez uma intervençã bobas no Palácio de Versailles, é assunto de reportagem do The New York Times. A jornalista Manohla Dargis revela que na coleção particular desse JK, em NY, há autores clássicos. O rapaz é bom de marketing. Ele é dono de um Jesus do mestre holandês Quentin Massys, além de outros Manet, Courbet, Poussin, Picasso, etc.
JK vai ser curador de uma exposição de um milionário que compra suas obras. É a junção da esperteza comercial e da contrafacção artística.
* Mais uma vez, a imprensa é contraditória e cai no armadilha de um histrião: acaba reverberando o equívoco ao invés e analisá-lo. Mas é interessante que a repórter acabou citando essa frase de Calvin Tolkins (biógrafo de Duchamp e Rauchenberg) e que mata a pau o equivoco que é Koons: pode-se dizer que não há conexão real entre as obras de Koons e o que ele fala delas .

